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fonte: Comunicação Nacional da Igreja Metodista




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A importância das vacinas
“Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.”

(Provérbios 2.6)


Como metodistas temos um legado wesleyano ético de cuidado integral do ser humano. Wesley fazia uso de recursos médicos para ajudar as pessoas, em especial as menos favorecidas. Por isso recomendamos que todos e todas as metodistas recebam a vacina contra a COVID-19, bem como sejam instrumento de motivação para que toda a população brasileira seja imunizada.

As vacinas são fundamentais para o combate a doenças na história. Elas ajudaram a reduzir expressivamente a incidência de pólio, sarampo e tétano, entre várias outras doenças. Hoje, são consideradas como o tratamento com melhor custo-benefício em saúde pública. 

As vacinas são produtos biológicos que funcionam com base num conceito simples e bem estabelecido: mimetizar a reação imune fisiológica, oferecendo ao sistema imunológico humano a provocação necessária para que se desenvolva a imunidade sem que o indivíduo tenha que se expor aos riscos da infecção natural. Vários métodos são usados para desenvolver novas vacinas. Conforme o método utilizado as vacinas são divididas em três gerações tecnológicas que se baseiam: 1) na presença do agente infeccioso inteiro na forma inativada/atenuada; 2) em partes ou proteínas do agente infeccioso especialmente imunogênicas, e; 3) em sequências de genes do agente infeccioso de interesse (CFM, 2021). Ao ser introduzida no corpo, a vacina estimula o sistema imunológico humano a produzir os anticorpos necessários para evitar o desenvolvimento da doença caso a pessoa venha a ter contato com os vírus ou bactérias que a causam.

Em 1798 o termo “vacina” surgiu pela primeira vez, graças a uma experiência do médico e cientista inglês Edward Jenner. Ele ouviu relatos de que trabalhadores da zona rural não pegavam varíola, pois já haviam tido a varíola bovina, de menor impacto no corpo humano. Ele então introduziu os dois vírus em um garoto de oito anos e percebeu que o rumor tinha de fato uma base científica. A palavra vacina deriva justamente de Variolae vaccinae, nome científico dado à varíola bovina. Em 1881, quando o cientista francês Louis Pasteur começou a desenvolver a segunda geração de vacinas, voltadas para o combate da cólera aviária e do carbúnculo, ele sugeriu o termo para batizar sua recém-criada substância, em homenagem a Jenner. A partir de então, as vacinas começaram a ser produzidas em massa e se tornaram um dos principais elementos para o combate a doenças no mundo (FIOCRUZ, 2016) .

No Brasil, as vacinas distribuídas em postos de saúde são produzidas por laboratórios nacionais, internacionais ou por institutos especializados ligados ao poder público, como o Instituto Butantan (do governo do Estado de São Paulo) ou a Bio-Manguinhos (do governo federal). A decisão sobre quais vacinas serão produzidas é feita a partir do planejamento anual da CGPNI (Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações), em parceria com os órgãos produtores. São levados em conta, por exemplo, a incidência de determinada doença, os agentes nela envolvidos e a capacidade de produção dos laboratórios. Essas instituições enviam então os produtos para centrais de distribuição, órgãos governamentais responsáveis por embalar, armazenar na temperatura adequada e distribuí-los por todo o país. 

A sequência genética do SARS-CoV-2, agente etiológico da COVID-19, foi obtida por pesquisadores chineses em 07 de janeiro e publicada em 11 de janeiro de 2020, com amplo acesso aos pesquisadores e pesquisadoras de todo o mundo. Seguiu-se um rápido incremento de pesquisas e colaboração global entre cientistas, universidades, governos e fabricantes de imunobiológicos, unidos na corrida para obter em tempo recorde uma ou mais vacinas seguras e eficazes contra a COVID-19. Em 16 de março, uma possível vacina já estava sendo aplicada nos EUA na 1ª voluntária de pesquisa de um produto desenvolvido pela Moderna Inc.

O Brasil participa do esforço global de pesquisa e desenvolvimento garantindo milhares de voluntários e voluntárias em diversos sítios de pesquisa distribuídos no país. O desafio global da COVID-19 exigirá que mais de um fabricante alcance com sucesso a linha de chegada e obtenha registro nas principais agências mundiais de regulação de medicamentos como a ANVISA e a FDA.

O retorno do crescimento do número de casos e mortes pela COVID-19 na Europa, nos EUA e no Brasil acrescentam ainda mais urgência às estratégias de vacinação. Assim, a autorizações de uso emergencial de vacinas têm ocorrido com maior frequência. A Anvisa publicou os requisitos para que se dê a autorização emergencial no Brasil. Os fabricantes com essa autorização devem continuar coletando dados e comunicando à Anvisa sobre eventos adversos suspeitos. As parcerias entre governos e fabricantes visam garantir acesso prioritário e racional às vacinas contra a COVID-19 a custo sustentável para os países.

À semelhança de outros coronavírus que causam doenças em humanos, a imunidade conferida pela vacina contra a COVID-19 possivelmente será temporária. Nesse cenário, a retomada da vida normal no planeta vai depender da existência de vacinas seguras, eficazes e de baixo custo, acessíveis à população mundial, e que possivelmente terão que ser reforçadas periodicamente, como já se faz atualmente na imunização contra a gripe.

Não basta ter vacinas disponíveis, é preciso efetivamente vacinar com rapidez e eficiência uma grande parcela da população, protegendo as pessoas, auxiliando na redução dos casos graves, das internações e mortes, e ainda auxiliando na redução da transmissão da COVID-19.

Colégio Episcopal da Igreja Metodista no Brasil
Cooperação:
Nelson Eduardo Santos Lucas, CRMRJ 52642401
Maria Izabel Silva Barbosa, CRMMG: 11832

 

19 de janeiro de 2021

 

Fontes:

Fontes: Fiocruz. Bio-Manguinhos. Vacinas: as origens, a importância e os novos debates sobre seu uso.

Conselho Federal de Medicina. Vacinas em investigação para a COVID-19




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